segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Suavidade

Roça a minha face
a ponta molhada dos cabelos.
Resvala pelo ar o seu perfume
deixando o rastro do desejo
em meu caminho.
Parte para outras terras
rumo ao futuro
deixando em minha face o beijo
e na alma
aceso
o fogo do desejo.
Másculo caminha sem olhar para trás.
Uma vontade de chorar
se faz presente.
Aflora aos lábios
o amargor da despedida.
Fica a ilusão
de uma história de amor.
Calada no coração
há esperança.
Desfaz-se a resistência.
Desmancha-se a muralha.
Derruba em mim
a negação.
Doce homem
em vestes de frieza.
Suave paixão
às vésperas
da realização.

Um comentário:

  1. "doce homem em vestes de frieza."

    que coisa linda!

    adoro seus poemas!

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